domingo, 6 de novembro de 2011

Entrevista - Maysa Andrade (Ecofarma)

Maysa Andrade tem 20 anos e está no sexto período da Faculdade de Farmácia da UFJF. Mesmo com a pouca idade, ela pode dizer que já tem uma grande experiência profissional. Maysa é diretora do Departamento de Projetos e Garantia da Qualidade na empresa Ecofarma Consultoria Júnior. E o envolvimento da estudante com o Movimento Empresa Júnior (MEJ) vai além da universidade, Maysa também exerce o cargo de diretora administrativo financeira no Núcleo de Empresas Juniores da UFJF (NEJ), além de ser conselheira na Federação de Empresas Juniores do Estado de Minas Gerais (FEJEMG).

*Por Amanda Antunes - Trainee da Acesso Comunicação Jr. 2011.2


Como resolveu entrar para a EJ?

"Quando eu estava no quarto período, um membro da Ecofarma foi fazer divulgação do processo seletivo na minha sala e ele estava muito motivado, então isso me cativou. Mas eu já estava mesmo querendo entrar porque gosto muito da área de gestão. Acho que essa é uma experiência pela qual todo aluno deveria passar, porque são conhecimentos que o curso de farmácia, por exemplo, não abrange: ferramentas de fluxo de caixa, de projetos, coisas que a EJ me propicia. Outro benefício é que quem passa pela EJ fica conhecendo bem a aplicação prática dos conhecimentos teóricos que recebe nas aulas, então passa a achar as matérias mais interessantes."

Além desses fatores, quais outros benefícios a empresa acrescentou, tanto na sua vivência profissional quanto na pessoal?

"Nossa, é até difícil listar, porque são muitos. Fazer parte de uma EJ é muito mais do que apenas um dado no currículo. Essa experiência te abre várias portas, depende de você entrar. Se a pessoa tem traços de liderança ela pode desenvolver isso, a questão do trabalho em equipe também é muito exercitada, mas tudo depende da pessoa querer aprender. Eu, particularmente achei que eu desenvolvi liderança, a minha oratória, questão de timidez eu melhorei muito, além também de aprender a tomar decisões de última hora e a contornar situações, e isso tudo somado ao conhecimento técnico."

A forma como o cliente vê uma empresa formada por estudantes tem mudado?

"Ainda existe muito preconceito, sem dúvidas. Mas isso está mudando sim. Na Ecofarma a gente tem agora muito mais projetos do que antigamente. A televisão tem ajudado bastante nessa mudança de visão porque estão produzindo muitas reportagens sobre empresas juniores. E essa questão da imagem que passa também cabe à empresa. Em uma reunião com o cliente, por exemplo, se os consultores não se portarem como profissionais, já é um motivo a mais para o cliente não querer uma consultoria júnior. E se a empresa faz um bom trabalho, a propaganda feita pelo cliente também vai contribuir para essa nova visão sobre a EJ."

Uma das portas que você citou que possibilita um envolvimento maior com o MEJ é o NEJ. Como surgiu essa vontade de ingressar no movimento?

"Quando eu entrei na Ecofarma eu não tinha muito conhecimento sobre o MEJ. No meu primeiro mês como trainee eu fui a uma reunião da Fejemg e gostei. O que me chamou atenção foi a questão de nós mesmos, os estudantes, estarmos no comando, na organização do movimento. O profissionalismo daquelas pessoas, as ferramentas utilizadas, isso tudo me fez ter muita vontade de participar. E outra questão que eu via era o trabalho em equipe, tanto entre os empresários juniores quanto entre as próprias empresas. Que empresa hoje quer passar seu conhecimento para uma concorrente? É muito difícil ver isso no mercado. Já no segmento Junior é muito comum ver essa troca, e isso foi também ponto chave para eu me apaixonar pelo movimento."

E como você enxerga o papel do NEJ na UFJF? Em que ele pode melhorar e o que ele pode vir a se tornar?

"O NEJ é um órgão de apoio, de suporte. Para umas empresas mais, para outras menos, de acordo com a necessidade dessas empresas. Por exemplo: junto a empresas que estão sendo criadas agora ou que estejam com problemas de estrutura, o NEJ atua mais. Só que o perfil do empresário júnior de Juiz de Fora não apresenta muita adesão ao movimento. Isso é um motivo de tristeza, e também uma perda, porque o NEJ poderia ser um órgão de desenvolvimento para as EJ´s. Ele poderia trazer mais parcerias, poderia também atuar oferecendo treinamentos, dando mais atenção à questão de repassar conhecimentos entre as empresas. Mas acho que é possível melhorar isso se houver mais envolvimento dos empresários juniores, porque isso traria mais motivação para a diretoria, geraria melhorias."

Você tem planos futuros de continuar no Movimento? Ingressar na Fejemg, na Brasil Junior?

"Eu pretendo atuar mais no MEJ sim. Na verdade eu nem queria sair do NEJ, mas a gente tem que saber encerrar as etapas dentro do movimento. Eu já tenho bastante contato com a Fejemg, sou conselheira lá e acho que eu posso contribuir com a federação. Mas ainda não pensei nisso, porque sou candidata à presidência da Ecofarma e a gente tem que se preocupar em não ficar também sobrecarregada. Mas eu realmente quero continuar no movimento."

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Entrevista - Flávio Salzer (Campe)

Confira abaixo a entrevista do trainee Daniel Aguiar com Flávio Salzer, Analista de Finaças da CAMPE Consultoria Jr.

Atualmente no 6º período de Economia, Flávio ocupa o cargo de analista de finanças e líder do núcleo MEJ na CAMPE Consultoria Jr.. Em entrevista, o estudante conta a importância do MEJ e os benefícios de participar de uma Empresa Júnior.

Como conheceu o MEJ?

"Meu primeiro contato com o MEJ aconteceu quando a CAMPE fez a apresentação para os calouros no meu 1º período da faculdade."

O que motivou a entrar no MEJ e/ou a entrar em uma EJ?

"Minha principal motivação foi a capacitação proporcionada por uma EJ, além do desenvolvimento profissional, que hoje em dia faz total diferença."

Como você vê MEJ e suas ações?

"Atualmente, vejo o MEJ como uma ótima oportunidade de contato com o ambiente empresarial antes mesmo de formar, proporcionando aos que fazem parte uma preparação, no que tange diversos pontos, para o mercado de trabalho."

Que práticas você acredita que deveriam ser tomadas para reforçar o MEJ?

"É uma questão muito ampla. É preciso estudar o resultado desejado e em que âmbito: municipal, estadual ou federal."

De que forma você (e CAMPE) participa (ou sente-se inserido) no MEJ?

"Posso citar como participação direta no MEJ a atuação que tenho como analista de finanças e líder no núcleo MEJ na CAMPE, além de estar exercendo nesse semestre o cargo de assessor de regulamentação da FEJEMG. Com relação à CAMPE, a participação efetiva em eventos e reuniões da federação evidencia a troca de experiências com outras EJ’s, proporcionando o crescimento do MEJ como um todo."

Qual a importância do MEJ para você?

"Como eu disse, o crescimento profissional e capacitação podem ser citados como fatores de grande importância proporcionados pelo MEJ. Além disso, no movimento, temos a oportunidade de lidar com pessoas que cada vez mais buscam o desenvolvimento através da troca de experiências, proporcionando crescimento para ambas as partes."


*Daniel Aguiar praticipa do processo trainee da Acesso Comunicação Jr.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Em busca de uma sede (Trainee)

A partir da ideia empreendedora de quatro alunos e um espaço de um banheiro desativado na Faculdade de Farmácia foi possível criar, em maio de 2006, a Ecofarma Consultoria Junior. Após mais de cinco anos, uma nova sede ainda está entre as vontades da gestão atual, liderada por Letícia Oliveira Moreira Dias, que ainda fala sobre conquistas e outros desafios, e porquê embarcou no Movimento Empresa Junior (MEJ).

Na primeiro processo de seleção, Letícia não foi selecionada. No segundo semestre de 2009, tentou novamente e foi admitida como trainee. Demonstrando bons resultados, foi efetivada como Gerente Financeira. Com mais experiência, ocupou os cargos de diretora do DJAF, Vice-Presidente e, atualmente, Presidente.

Letícia está entre os 18 membros efetivo da Ecofarma, que conta ainda com mais 9 trainees e vem fazendo seleção de membros a cada semestre. Os membros são divididos nas seguintes áreas: Departamento Jurídico Administrativo e Financeiro (DJAF); Departamento de Gestão de Pessoas; Departamento de Marketing e Relações Públicas; Departamento de Projetos e Garantia da Qualidade; Presidência.

Além de serviços para farmácias e drogarias (como qualificação de fornecedores, auditoria interna, marketing farmacêutico), a empresa também atua na indústria de alimentos, medicamentos e cosméticos, restaurantes, bares e lanchonetes, disponibilizando treinamento e capacitação. Ela já elaborou muitos projetos, alguns deles para a Prefeitura de Juiz de Fora, para a GTA - Gestão e Tecnologia de Alimentos.

Ação social também faz parte da empresa, ela já realizou o projeto de Responsabilidade Social “Farmácia Solidária”, onde os membros participaram de uma feira de saúde com orientações para a população sobre atenção farmacêutica e aferição de pressão arterial e glicemia capilar, tanto em Juiz de Fora quanto na cidade de Matias Barbosa. Além disso, há promoção de eventos acadêmicos, por exemplo, a Semana de Ciências Farmacêuticas (SECFAR) que este ano conta com parceria da Fundação Oswaldo Cruz.

Tanta inciativa vem do espírito jovem que lidera a empresa. Letícia diz que uma empresa gerenciada apenas por alunos tem como diferencial a disposição dos membros em sempre buscar melhores processos e ferramentas mais atualizadas. Ela acredita, portanto, que há muitos benefícios em fazer parte do MEJ, já que ele “é uma excelente oportunidade de capacitação de membros e desenvolvimento das EJ's”. E acrescenta: “quando ingressei na Ecofarma ela estava começando a participar mais de reuniões do movimento (NEJ e FEJEMG) e pude ver o quanto ela cresceu graças a inúmeros benchmarkings facilitados pelas reuniões”.

Bons resultados são realidade na empresa, como a Letícia ilustra: ”A Ecofarma está em um momento de grande crescimento. A empresa nunca teve tantos projetos em andamento como agora. O número de projetos executados nesta gestão (oitava) supera o número de todas as outras juntas”.

Dificuldades também fazem parte do cotidiano de uma empresa júnior. Para conquistar a sonhada nova sede, a empresa está avaliando se o NEJ-UFJF poderia auxiliar na negociação conjunta com a diretoria da Faculdade de Farmácia. A diretora presidente complementa: “o grande desafio da Ecofarma é não termos disciplinas relacionadas a gerenciamento no nosso curso por isso temos que buscar muita informação externa para executar tarefas simples de uma empresa (principalmente jurídicas) e traçar estratégias”.

Na Ecofarma, após cumpridos dois anos na empresa, é necessário que o membro se desligue dela. E isso está próximo de ocorrer com Letícia. No entanto, ela diz que não se esquecerá do que aprendeu: “levarei uma experiência maravilhosa que só uma empresa júnior poderia me proporcionar. E além de todo conhecimento adquirido tenho certeza que conquistei muitos amigos na Ecofarma”.


HORA DE SE REERGUER

Sem dinheiro no caixa, membros pouco interessados, oportunidades de crescimento quase que escassas. Essa era a realidade da Biociclos, empresa júnior do curso de Ciências Biológicas da UFJF. Porém, como defende Guilherme Augusto da Silveira, diretor do Departamento de Marketing, a atual gestão está mudando essa situação e pretende ampliar a união com o MEJ para alcançar os renovados objetivos da empresa.

A Biociclos foi criada em 2 de março de 2005, por alunos do curso de Ciências Biológicas com apoio de alguns professores. Atualmente, ela possui seis membros efetivos e oito trainees. A empresa já organizou eventos importantes, como o Simpósio de Recuperação de Áreas Degradadas (RAD) na zona rural de Petrópolis, monitoramento de organismos aquáticos na Usina Hidrelétrica de Picada, além de mini-cursos tais como os de Direito Ambiental, de Citogenética, Compostagem, Coleta em Copa de Árvore e de Fotografia. Além disso, são realizadas tarefas em parcerias com ONGs, como é o caso da ABAN. Também a empresa promove a Semana de Biologia.

A história de Guilherme na empresa começa quando ele era ainda calouro. Em 2010, passou pra o Departamento de Marketing e em setembro de 2010, foi promovido diretor desse departamento, cargo que ocupa até hoje.

Para ele uma empresa onde só estudantes tomam conta, a experiência é satisfatória, pois assim é possível colocar em prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula e aprender a tomar decisões, fazer contatos, organizar eventos, contribuindo muito na formação acadêmica e pessoal.

E pra essa formação, vale também momentos de instabilidade, como conta Guilherme sobre um momento em que a empresa quase fechou: “em um mesmo período, muitos membros tiveram que deixar a empresa. Devido a isso, os departamentos ficaram com um número reduzido de membros, o que dificultou a realização de tarefas da empresa, que permaneceu por algum tempo sem nenhuma atividade que permitisse arrecadar fundos para o caixa. Enfrentamos também a dificuldade de despertar nos alunos da graduação o interesse pela empresa, o que fez com que poucas pessoas tivessem a iniciativa de se inscrever nos processos de seleção de trainees”.

Segundo Guilherme, a empresa vai acreditar no MEJ pra superar esses obstáculos: “este movimento ocorre em grande escala na UFJF e nossa empresa pretende aumentar a participação no mesmo. Para isso, temos como objetivo participar de forma mais ativa do NEJ (Núcleo de Empresas Juniores) da UFJF”. A Biociclos inclusive, conta com o apoio da Ecofarma (Empresa JR da Farmácia) para receber orientações sobre o funcionamento de cada departamento. E acrescenta: “por termos nos empenhado em divulgar a empresa e por contarmos com o apoio do DA Biologia e de ex-membros da Empresa, conseguimos fazer com que novas pessoas se interessem em serem membros da Biociclos e isso nos motivou ainda mais a continuar trabalhando”.

Muito trabalho pela frente, é essa a perspectiva da Biociclos. Guilherme já adianta alguns projetos: “Agora, em novembro, pretendemos realizar dois mini-cursos voltados para a área de Ecologia e Ornitologia. Além disso, nosso maior objetivo é organizar um evento interdisciplinar de impacto regional que envolva temas relacionados à Perícia Criminal, como Genética, Toxicologia, Química, Física e Entomologia Forenses. Para o primeiro semestre de 2012, queremos organizar um 2ª mini-curso sobre Direito Ambiental, assunto com alta demanda. A nossa meta é fazer da nossa empresa referência na área de consultoria ambiental”.


Gilberto Faúla Avelar Neto
Trainee da Acesso Comunicação Jr. (2011/2)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Entrevista - Francini Santana (Rumos)

Hoje a trainee Pâmela Badaró faz uma entrevista com a vice-presidente da Rumos – Empresa Júnior do Turismo, Francini Santana, sobre a importância das empresas juniores, tanto para os consultores, quanto para o desenvolvimento da cidade.

Fez parte de qual(is) departamento(s)/ núcleo(s) de criação?

Membro de Marketing ( um ano) e Vice- Presidente (seis meses)

Quais as vantagens em fazer parte de uma empresa júnior?

Trabalhar com isso você passa a ter visão estratégica, comprometimento com suas metas, alcançando assim um amadurecimento profissional.ar em uma Empresa Júnior te dá a oportunidade de atuar na sua área trabalhando, além da operacionalização, com elaboração de estratégias, gerenciamento, fazendo assim parte da tomada de decisão seja para um projeto ou para melhorias dentro da empresa.

O que te motivou, na Faculdade, a procurar uma Empresa Júnior?

O que me fez entrar para a Rumos foi a votade de querer me desenvolver profissionalmente, sabendo que estaria atuando na minha área e teria suporte para poder aprender.

O que a participação em uma Empresa Júnior trouxe de benefícios para a sua vida?

A empresa me proporcionou experiências maravilhosas de fazer contatos com pessoas que buscavam o mesmo que eu, que era o desenvolvimento profissional, e com profissionais da área do turismo. Trabalhar na Rumos facilitou o acesso a informações, a treinamentos e reconhecimento do meu trabalho. Pude observar defeitos e qualidades ao lidar com diversas situações, sabendo que a ter autoconhecimento é fundamental para ser um bom profissional.

Qual a principal diferença que você vê entre trabalhar em uma empresa sênior e em uma júnior?

Trabalhando em uma empresa júnior você tem suporte de professores, tem a oportunidade de aprender com seus erros e os erros de outras pessoas sem serem "demitidos", tem a oportunidade de aprender e a atuar diretamente com o gerenciamento e a tomada de decisões, sendo que em uma empresa senior, para crescer no cargo você precisaria de muitos anos trabalhados somente com a parte operacional.

Estagiar na Rumos foi uma oportunidade que a diferenciou de outros colegas no mercado de trabalho?

Por ter trabalhado na Rumos eu tenho mais confiança nas minhas habilidades e principalmente, reconhecimento pelas empresas, pois elas valorizam pessoas pró-ativas que buscam o auto-desenvolvimento e que tem vontade de crescer profissionalmente.

Projetos interessantes dos quais fez parte na empresa.

Trabalhei em projetos de empresas renomadas em Juiz de Fora, desde organização de eventos até pesquisa de Trade turístico.

Além de profissional, é uma experiência pessoal também trabalhar em uma empresa júnior?

Eu cresci muito como pessoa, pois aprendemos a lidar com gente que pensa e age diferente, e temos que saber respeitar e contornar algumas situações, seja com clientes ou os próprios colegas de trabalho. Amadurecemos como pessoa e isso reflete no nosso dia-a-dia.

Quando empresária júnior, qual foi a sua relação com MEJ, NEJ, FEJEMG, etc?

Eu fui conselheira da FEJEMG e Cordenadora de Marketing do NEJ enquanto vice-presidente.

Como você vê o MEJ?

O MEJ é um movimento muito importante para os jovens que estão estudando o ensino superior. É um movimento que vem crescendo e dando oportunidades constantes de desenvolvimento profissional e pessoal.

Que dicas você daria para alguém que está começando agora no MEJ?

Um bom profissional é aquele que tem uma boa bagagem e know-how na sua área. Se quer ser um diferencial entre em uma empresa júnior, se dôe ao máximo pois o aprendizado você levará pra sua vida profissional pra sempre.

Você acredita que as empresas juniores de Juiz de Fora contribuem significativamente para o desenvolvimento da cidade?

As empresas juniores como não tem foco em lucro e sim no desenvolvimento profissional dos alunos, elas tem um olhar especial para projetos sociais e isso com certeza traz beneficios para a cidade.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Conhecendo o Movimento Empresa Jr. e o Nej

O Movimento Empresa Junior surgiu em 1967 na França, mais precisamente na ESSEC – L’École Supérieure des Sciences Economiques et Commerciales – em Paris. Os alunos sentiram a necessidade de um maior conhecimento das ferramentas utilizadas no mercado de trabalho que enfrentariam nos anos vindouros. A primeira Empresa Júnior (EJ) do mundo foi a Junior ESSEC Conseil. Já no Brasil, o Movimento teve início em 1989, na Fundação Getúlio Vargas, instituição na qual foi fundada a primeira EJ brasileira, a EJ-FGV. Atualmente, o MEJ é representado por grandes confederações, a européia, a ásiatica, a americana e a brasileira (Brasil Júnior).


O Núcleo de Empresas Juniores da UFJF (NEJ) é uma associação civil sem fins lucrativos. Ele representa as empresas juniores da Universidade Federal de Juiz de Fora junto aos órgãos públicos e privados, autoridades governamentais, estaduais e nacionais e sociedade em geral. O NEJ zela pela autonomia e auto-suficiência das Empresas Juniores e contribui para o desenvolvimento social. Esta associação se coloca como órgão técnico e consultivo no estudo e solução dos problemas relacionados aos membros filiados. O NEJ promove a integração, o envolvimento multidisciplinar e a capacitação dos membros para alcançar um alto nível de qualidade nos serviços prestados. Com eventos e projetos, parcerias e alianças, o NEJ busca defender e disseminar o Movimento Empresa Júnior em Juiz de Fora e região.


Para esclarecer questões pontuais sobre o Mej e o Nej, acompanhe a entrevista de Nádia Paula Ribeiro, Projetista da Porte Engenharia e Arquitetura e responsável Nej-UFJF.


Jefferson - O que é o movimento empresa jr?

Nádia - O MEJ é o movimento que procura unir e reestruturar as empresas juniores, e com isto, elevar a qualidade de serviços prestados e aprendizado adquirido. Visa também fortalecer o conjunto das empresas juniores como um todo, fazendo com que tenhamos maior poder de reivindicação e de representatividade.

Jefferson - O que o Movimento empresa jr. da UFJF (nej) representa para a Porte?

Nádia - Representa uma oportunidade única de crescimento e divulgação da empresa, na medida em que o conhecimento adquirido pelas demais empresas pode ser de grande ajuda para a Porte. É fato que nossa formação acadêmica enquanto arquitetos e engenheiros não nos preparam para os desafios da gestão de um empreendimento, e o conhecimento adquirido nestes intercâmbios é um grande diferencial no dia a dia da empresa.

Jefferson - Como a Porte vê a nova estruturação do Nej?

Nádia - Com bons olhos, já que esta nova conformação vai permitir maior intercambio de conhecimento entre as empresas e maior representatividade do Núcleo perante as empresas jr. da UFJF.

Jefferson - quais são as atividades da Porte?

Nádia - A Porte atua na área de projetos arquitetônicos e de engenharia, passando por projetos executivos, de reforma, elétricos, de uso capião e levantamentos topográficos, e atualmente estamos implantando projetos na área de engenharia ambiental.

Jefferson - Vocês são filiados a fejemg e a Brasil jr?

Nádia - Sim, ambas.


Jefferson Oliveira

Membro tainee da Acesso Comunicação Jr

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Entrevista - Gustavo Valverde (Vice-presidente da FEJEMG)

O Movimento Empresa Jr. brasileiro encontra-se em um momento de ascensão. O Brasil é o país com o maior número de empresários juniores do mundo, e isso se reflete no cenário internacional. Para falar sobre o MEJ e nos contar um pouco de sua história, conversamos com o Gustavo Valverde, da Campe. O estudante de Administração na UFJF está no 8º período e, aos 21 anos, chegou a um cargo de grande relevância na FEJEMG, a vice-presidência.


Como você entrou na Campe?


Em 2009, quando tive minha primeira oportunidade na Campe, vi muitas pessoas tentando e me interessei bastante. Havia uma divulgação bem feita para o processo seletivo, então resolvi me inscrever para ver se eu iria gostar. Depois de passar para o processo treinee vi a grandeza e o profissionalismo da empresa. Fui alocado no departamento de financeiro, chegando depois ao cargo de Diretor de Finanças.


E como conseguiu chegar à vice-presidência da FEJEMG?

Mesmo tendo começado na Campe atuando como Diretor de Finanças eu sempre tive maior interesse pela Gestão, por isso entrei como vice-presidência da Campe. Após isso, me tornei Gerente de Negócios da FEJEMG, para suprir a lacuna que eu possuía nessa área tão importante para um cargo de presidência. Então, depois de participar do EMEJ e conversar com outros consultores do Brasil inteiro, comecei a traçar umas idéias que eu possuía e resolvi tentar a vice-presidência. E deu certo! Consegui ser eleito no final do mês passado.


Você vai aos eventos do MEJ? Qual o principal aprendizado ao participar deles?

Eu gosto muito. Vou sempre que há disponibilidade financeira, já que a Campe não arca com custos da viagem. Eu já fui a mais de dez eventos, e a cada um que eu vou, me surpreendo com alguma coisa nova. A gente conversa com muita gente boa e escuta ideias diferentes. Conhecemos novas práticas de uma empresa ou de outra, por exemplo, o Boss da Acesso que eu tive conhecimento através do EMEJ. Isso nos trás um grande aprendizado. A interface que nós temos com as pessoas e os contatos que fazemos valem mais do que qualquer outra coisa dentro de um evento como esse.


Quais são as suas expectativas para o futuro das empresas juniores no Brasil?

O que eu consigo enxergar de tendência é fruto do trabalho que a Brasil Junior desenvolve. O próximo passo é o planejamento estratégico de levar para sociedade o conhecimento do que é uma empresa Jr. Divulgar os valores do movimento vai fazer com que as outras empresas acreditem mais no trabalho que fazemos. É importante que eles passem a não ter receio sobre a nossa capacidade de realizar um serviço de qualidade, mesmo tendo valor abaixo do mercado.

Entrevista realizada por Matheus Pinheiro, como atividade do Processo trainee da Acesso Comunicação Jr.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Entrevista - Felipe Bianchini (Presidente do NEJ)

Felipe Bianchini, 20 anos, é Presidente do NEJ, Assessor de Gestão da FEJEMG e Gerente de negócios da CAMPE.
Esta semana, a trainee Nayara Rodrigues conversou com ele sobre o Movimento Empresa Júnior, e o que ele representa para o empresário júnior. Abaixo você confere a entrevista, na integra:

O que você pensa sobre o Movimento Empresa Júnior? O que é esse movimento pra você?

É a chance que o estudante de ensino superior tem de enfrentar o mercado de uma forma que o estágio não proporciona. O MEJ acaba fazendo profissionais mais bem formados e mais bem preparados para atuar na sua profissão, criando espírito de empreendedor. Fazendo com que ele seja mais criativo; que não fique só estagnado onde muitas pessoas ficam; que cada vez mais busque ser criativo, busque evoluir e crescer.

Qual a prática mais comum na sua EJ quanto ao MEJ?

Dentro da CAMPE tem o núcleo MEJ que aproxima bastante as pessoas ao movimento. Fora os cargos que possuímos na FEJEMG, na BJ e no NEJ. Não só com cargos, mas tem muitas pessoas que participam das reuniões da FEJEMG e se interessam por elas, mas não trabalham em si em um cargo no MEJ.

Além disso, eu sou Assessor de gestão da FEJEMG, temos também o Assessor de Regulamentação e há cargos na Brasil Júnior: atualmente duas pessoas, o Conselheiro Fiscal e Coordenador de Informação.

Qual a sua expectativa para esse movimento? Você se sente ligado a ele?

É muito legal todo esse movimento, porque você realmente constrói amizades. E é nesse momento que o pessoal se encontra e você acaba criando amizades com laços muito fortes, mesmo sendo uma vez por mês. A FEJEMG, no caso, faz muito bem em integrar as pessoas, mesmo sendo de cidades diferentes como Belo horizonte, Lavras, Viçosa e em todas as cidades que ela atua.

Você participou do MEJ em que ocasião? E como foi essa experiência pra você? O que acrescentou para sua EJ?

Participei do EMEJ, em foz do Iguaçu, que é bem diferente porque você está em contato não só com o pessoal de minas, mas com pessoas do Brasil inteiro.

Foi ótimo, pois mesmo sendo um evento maior, você acaba encontrando com as mesmas pessoas que costumam sempre ir nesses eventos. Como no EFEJ esse ano: eu hospedei na minha casa pessoas que eu sempre encontro nesses movimentos. Você acaba fazendo muitas amizades novas, aumentando sua rede de contatos e não só profissionalmente, mas também pessoalmente. Além de ampliar sua rede de contatos com outra realidade, você primeiramente aprende com isso. Na FEJEMG você já vê isso: Juiz de Fora é totalmente diferente de Belo Horizonte que por sua vez é totalmente diferente de Viçosa. Expondo isso, então, a nível nacional é mais discrepante ainda. Você tem contato com pessoas que vivem diferente e pensam diferente. Isso é bom, pois quando chegar ao mercado de trabalho já estará preparado.

Para nossas empresas traz muito crescimento, muitos benchmarking, práticas e muitas ideias novas. Além da apresentação dos próprios cases e workshops. Teve, inclusive, um case que trouxemos para a CAMPE, sobre a área de negócios que vimos no próprio EMEJ. Não são 100% do modelo que aplicamos, mas geralmente adequamos um pouco à nossa realidade, afinal era uma empresa de Pernambuco.

O MEJ é importante pra você por quê? E para sua EJ? E para o Brasil? Mundo?

O maior objetivo é você se preparar. É na empresa júnior que você pode errar, como tem gente que fala “o laboratório do mercado é uma empresa júnior”, é ali que você vai aprender e fazer coisas diferentes. O mercado não vai ser tão “bonzinho” quanto o MEJ. Não vai ter tanta abertura pra você crescer sem competir. Não vai ter esse sentimento de crescer junto. Mas, é bom pra você se preparar, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Às vezes no estágio você não consegue isso, não ganha tão bem ou você tem que fazer serviços mais operacionais, sendo que aqui você pode comandar uma empresa. E ter uma oportunidade dessas aos 20 anos de idade não é pra qualquer um, isso é um diferencial!

Acho que envolve muito nesse sentimento de desenvolvimento colaborativo. Ninguém fica escondendo suas práticas. Você tem uma prática de sucesso você quer que os outros a utilizem. Isso me deixa aberto a conversar, a trocar experiências, por exemplo.

A nível Nacional, usando um pouco do que o MEJ coloca, “Formar gente de transformação para o brasil”, significa que são pessoas que lutam por um ideal, correm atrás e sabem que podem fazer a diferença. Não ficam paradas esperando acontecer, pelo contrário, fazem acontecer. Isso forma pessoas muito mais capacitadas, que tem certos valores diferenciados das demais, para lutar por uma causa e não só para o crescimento próprio.

Agora, internacionalmente há também esse Sentimento de contribuição, de formar pessoas que tenham vontade de fazer a diferença. No mundo tenho pouco contato, mas o pouco que tenho, entro constantemente com a empresa júnior da França através da CAMPE. Na minha EJ tem essa ideia de ter contato internacional e é muito diferente porque as realidades são muito diferentes. Como curiosidade, o MEJ foi um movimento que surgiu na Europa, veio para o Brasil e tornou proporções muito maiores aqui do que lá. A JADE (European Confederation of Junior Enterprises) que atua na Europa possui muitos embaixadores empenhados nesse movimento.

O que o MEJ pode trazer de benefício para pessoas que pretendem concorrer a um cargo ou na FEJEMG ou na Brasil Júnior?

Primeiramente, acho que você trabalhando com pessoas diferentes (por exemplo, na minha equipe na FEJEMG eu trabalho com pessoas de Belo Horizonte) é uma forma de aprender a lidar com outras pessoas. Além disso, é o desenvolvimento como um diferencial para o mercado. Tem muitos cursos que não tem EJ, a pessoa não vê uma gestão de uma empresa e quando ela quer abrir uma empresa ou uma construtora terá dificuldades. No caso, quem já passou por algum cargo ligado ao movimento, já tem experiência nisso, uma bagagem para que ela possa atuar nessa área. São várias oportunidades, inclusive é um diferencial quando levado em questão as relações interpessoais, que são muito importantes e bem constantes hoje no mercado de trabalho.